El rey se muere Ionesco pela Atalaya, com Carmen Gallardo no papel de rei
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Sobre o evento
A Atalaya, a companhia sevilhana de Ricardo Iniesta, traz ao Teatro Góngora a peça de Ionesco sobre um rei que sabe que vai morrer no final da sessão, com Carmen Gallardo como Berenguer.
Destaques
- Sexta-feira, 4 de dezembro, no Teatro Góngora
- Às 20h00, bilhetes de 17 a 21 euros
- Encenação de Ricardo Iniesta e Sario Téllez
- Carmen Gallardo interpreta o rei Berenguer
Um rei a quem ninguém obedece
Berenguer continua a dar ordens a todo o seu mundo enquanto tudo à sua volta se desmorona: já ninguém obedece, nem os seres humanos nem as coisas. É um rei autoritário e egocêntrico que não quer aceitar o destino, nem admitir que esse destino é o verdadeiro governante do universo e muito mais poderoso do que ele. Anunciam-lhe que morrerá no final do espetáculo; só tem hora e meia de vida. Eugène Ionesco, um dos grandes nomes do teatro do absurdo, escreveu a peça em 1962 e reflete nela sobre a morte, a passagem do tempo e a condição humana.
A leitura da Atalaya
Na versão da Atalaya, Berenguer representa toda a humanidade numa situação crepuscular e apocalíptica: o tempo em que o homem se fez rei da Terra passou, porque ele próprio a levou à destruição. É o drama do homem como sujeito, mas também como sociedade, uma sociedade em decadência que recebe sinais da natureza cada vez mais frequentes e intensos e decide não os ouvir, não os ver e não agir a tempo. Ricardo Iniesta e Sario Téllez dirigem, e a adaptação é do próprio Iniesta, fundador desta companhia sevilhana com mais de quatro décadas de percurso e Premio Nacional de Teatro.
Um elenco da casa
O rei Berenguer é interpretado por Carmen Gallardo, atriz de referência da Atalaya, numa mudança de género da personagem que a companhia assume com naturalidade. Marga Reyes é a rainha Margarita e Silvia Garzón, a rainha María; Aurora Bas faz de Julieta, a enfermeira; Jerónimo Arenal, do médico e astrólogo, e Manuel Asensio, do guarda. É o elenco habitual da casa, um grupo estável que trabalha com a linguagem cénica própria da Atalaya: interpretação coral, música ao vivo e uma estética visual muito cuidada, em que o texto clássico se transforma numa experiência contemporânea. A página municipal não publica duração nem idade recomendada.
Data e bilhetes
A sessão é na sexta-feira, 4 de dezembro, no Teatro Góngora, na calle Jesús María, no centro de Córdoba, integrada na programação do IMAE, o Instituto Municipal de Artes Escénicas. A sessão começa às 20h00 e os bilhetes custam entre 17 e 21 euros, à venda em teatrocordoba.es e na bilheteira do Teatro Góngora; convém confirmar no site ou pelo telefone do teatro antes de reservares a noite. A montagem vem de uma digressão por teatros andaluzes como o Alhambra de Granada e o Cánovas de Málaga, e costuma esgotar nas cidades onde a Atalaya tem público fiel, pelo que convém estares atento à abertura da venda.








